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"Sem categoria" Category


o artista.


quarta-feira, junho 10, 2009

O artista é o criador de coisas belas.
Revelar a arte e ocultar o artista é a finalidade da arte.
O crítico é aquele que pode traduzir, de um modo diferente ou por um novo processo, a sua impressão das coisas belas.
A mais elevada, como a mais baixa, das formas de crítica é uma espécie de autobiografia.
Os que encontram significações feias em coisas belas são corruptos sem ser encantadores. Isto é um defeito.
Os que encontram belas significações em coisas belas são cultos. Para estes há esperança.
Existem os eleitos, para os quais as coisas belas significam unicamente Beleza.
Um livro não é, de modo algum, moral ou imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo.
A aversão do século XIX ao Realismo é a cólera de Calibã por ver seu rosto num espelho.
A aversão do século XIX ao Romantismo é a cólera de Calibã por não ver o seu próprio rosto no espelho.
A vida moral do homem faz parte do tema para o artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. O artista nada deseja provar. Até as coisas verdadeiras podem ser provadas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. A simpatia ética num artista constitui um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir.
Pensamentos e linguagem são para o artista instrumentos de uma arte.
Vício e virtude são para o artista materiais para uma arte.
Do ponto de vista da forma, o modelo de todas as artes é o do músico. Do ponto de vista do sentimento, é a profissão do ator.
Toda arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que buscam sob a superfície fazem-no por seu próprio risco.
Os que procuram decifrar o símbolo correm também seu próprio risco.
Na realidade, a arte reflete o espectador e não a vida.
A divergência de opiniões sobre uma obra de arte indica que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contanto que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente.
Toda arte é completamente inútil.

este é o prefácio do retrato de dorian gray, do oscar wilde, escrito em 1891.

voltando.


quarta-feira, junho 10, 2009

quando comecei esse blog, sabia da importância de ter uma forma de registrar uma pesquisa. ou melhor, ter o blog era sistematizar os fatos quer surgem todos os dias quando se começa a explorar um assunto. sem anotar, as coisas se perdem, somem, ficam esquecidas. anotar é essencial.

o blog não funcionou tanto quanto eu queria. atolado em outras tantas obrigações, as atualizações era espassas. uma certa auto-crítica também impedia algumas coisas (o fato de ser público gera discussões produtivas, mas também críticas que nem sempre estamos preparados para ouvir). por outro lado, outras coisas foram censuradas para não revelar o produto final e outras por medo de serem meras palavras ao vento.

seja como seja, o produto final dessa pesquisa nasceu. é um livro-objeto, ou livro de artista, e anda circulando por ai. um pouco mais sobre ele está em guiathayde.com. e, também como parte dessa experiência, vi que o produto pronto não é o fim de uma pesquisa. ela continua. porque a gente só luta pra chegar a uma conclusão que vai nos abrir outras centenas de dúvidas.

e por isso o blog continua.

o homem sem atributos?


domingo, janeiro 11, 2009

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daqui