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"referências" Category


Rivane Neuenschwander


quinta-feira, agosto 12, 2010

toppromorains-rain_2002

“Tenho muito pouco de autoria mesmo”, diz Neuenschwander. “Mas é porque já tem muita coisa no mundo, é só organizar.”

via Canal Contemporâneo

foto artinfo.com

saudade.


sexta-feira, janeiro 29, 2010

saudade, por cecilia gianneti e adriana varejão.

fernweh, pt. 2


terça-feira, agosto 4, 2009

De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, “O Conto da Ilha Desconhecida” (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: “Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver”.
Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então.

Contardo Calligaris

fernweh; pt. 1


terça-feira, agosto 4, 2009

Fernweh is a wonderful word, too. If Heimweh means “homesickness”, then I guess Fernweh literally means “farsickness”. I’ve often seen it translated with yet another excellent German word: Wanderlust. It’s that feeling I get when I read travel guides, or when I think of the great vacations that I’ve had or the great vacations that I’d love to take. It’s that feeling of sand in my shoes, that itching to be out of the house and off having adventures in some far-flung corner of the world (preferably a corner with gemütliche restaurants and B&Bs).

daqui

a magia de criar.


quarta-feira, junho 24, 2009

os processos criativos, assim como a mola propulsora do ato de criação, são extremamente particulares de cada indivíduo. no entanto, a criação segue uma lógica comum a nós, humanos. e acredito que a sensibilidade que nos leva a expressar algo são sempre muito íntimas, mas compartilhamos a necessidade de expressar. criar também é expressar.

sempre gosto de saber mais sobre o que é inspiração para os artistas que admiro. e fiquei surpreso quando descobri, recentemente, um texto de clarice lispector que na verdade é a fala dela em um congresso de bruxaria. por mais curioso que seja o fato, neste congresso clarice falou sobre a magia de criar, sobre o seu ato criador, em como escrever, para ela, era algo que vinha de uma camada tão íntima que chegava a ser misteriosa.

vale a pena ler o artigo que está disponível no site da editora rocco para a escritora.

o artista.


quarta-feira, junho 10, 2009

O artista é o criador de coisas belas.
Revelar a arte e ocultar o artista é a finalidade da arte.
O crítico é aquele que pode traduzir, de um modo diferente ou por um novo processo, a sua impressão das coisas belas.
A mais elevada, como a mais baixa, das formas de crítica é uma espécie de autobiografia.
Os que encontram significações feias em coisas belas são corruptos sem ser encantadores. Isto é um defeito.
Os que encontram belas significações em coisas belas são cultos. Para estes há esperança.
Existem os eleitos, para os quais as coisas belas significam unicamente Beleza.
Um livro não é, de modo algum, moral ou imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo.
A aversão do século XIX ao Realismo é a cólera de Calibã por ver seu rosto num espelho.
A aversão do século XIX ao Romantismo é a cólera de Calibã por não ver o seu próprio rosto no espelho.
A vida moral do homem faz parte do tema para o artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. O artista nada deseja provar. Até as coisas verdadeiras podem ser provadas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. A simpatia ética num artista constitui um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir.
Pensamentos e linguagem são para o artista instrumentos de uma arte.
Vício e virtude são para o artista materiais para uma arte.
Do ponto de vista da forma, o modelo de todas as artes é o do músico. Do ponto de vista do sentimento, é a profissão do ator.
Toda arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que buscam sob a superfície fazem-no por seu próprio risco.
Os que procuram decifrar o símbolo correm também seu próprio risco.
Na realidade, a arte reflete o espectador e não a vida.
A divergência de opiniões sobre uma obra de arte indica que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contanto que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente.
Toda arte é completamente inútil.

este é o prefácio do retrato de dorian gray, do oscar wilde, escrito em 1891.

hollow man.


domingo, março 8, 2009

REM - Hollowman

identidade


segunda-feira, fevereiro 16, 2009

“Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas (…)”

José Saramago, via don’t touch my moleskine

uma luz que eu não consigo apagar!


quinta-feira, fevereiro 12, 2009

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“O estar só impõe um saber dançar na obscuridade, brincar em mundos não iluminados — ali se encontram luzes de uma natureza outra: o poeta Itamar Assumpção dizia ‘É preciso estar escuro/ para eu  dormir em paz/ mas dentro de mim há uma luz/ que eu não consigo apagar!’”

Sérgio Basbaum, daqui.

resguardos.


domingo, fevereiro 8, 2009

“Vejo está como a mais difícil tarefa na união de duas pessoas: de que cada uma deve resguardar a solidão da outra. Pois, se é inerente à natureza da indiferença e do povo não reconhecer a solidão, então o amor e a amizade existem a fim de propiciar constantemente a oportunidade de solidão. E somente esses são os verdadeiros compartilhamentos que interrompem ritmicamente períodos de isolamento profundo”.

Rainer Maria Rilke; em Cartas a um Jovem Poeta