Importante principalmente por causa das pessoas na conversa.
hoje entrei numa loja fubeca de material de construcao na frei caneca e tinha um boneco de elefante DO NADA no meio das coisas. deu mta vontade de roubar pra te dar mas nao consegui nem tirar foto, tava mto escuro.
mas aí cheguei em casa e achei esse no tumblr: http://observando.net/post/4291484815
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
e é a parte mais feliz
de sua arquitetura. Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
(…)
E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Assim como Saramago, e seu carismático Salomão, Drummond cria um bicho literário ao qual se torna fácil apegar-se. E fica inesquecível na interpretação de Paulo Autran.