Category Archives: corpo

corpo, menos

trabalhar menos dá tempo livre para viver

“Meu lema é: menos é menos. Detesto a frase batida “menos é mais” porque tem embutida nela a filosofia de que mais é melhor. Nem sempre mais é melhor. Menos sempre é uma opção para melhorar sua vida. Trabalhar menos dá tempo livre para viver e trabalhar melhor. Ter menos empregados permite ter empregados melhores e mais comprometidos. Hoje, a filosofia nos negócios tem como única opção o mais: você precisa crescer rápido, vender mais, produzir mais, lucrar mais. Claro que é importante crescer, vender e lucrar. Mas muitas vezes perdemos o foco e somos desonestos com nossos projetos de vida por causa disso. O melhor exemplo são os viciados em trabalho. Todos admiram os workaholics como se eles fossem heróis. Estão errados: eles não são heróis. O verdadeiro herói está em casa, porque arranjou um jeito rápido e prático de resolver seus problemas e fazer seu trabalho.”

– Jason Fried, empresário americano, faz questionamentos relevantes ao modo de trabalhar que se desenvolveu e que replicamos há muitos anos. Leia mais nessa entrevista na Época Online

corpo, solidão

fazer tudo ir pelos ares, mesmo que de forma silenciosa

Bartleby, o personagem de Melville, não se nega a cumprir, mas também não acata as ordens no escritório em que é copista. No fim, faz ruir o ambiente ao seu redor pela resistência passiva. Ao responder “eu preferiria não” à todas as solicitações, Bartebly esvazia uma dialética, escolhendo o neutro que contradiz a produção de sentido – alimentada pelas escolhas opostas, por preferir um lado e sacrificar o outro.

Talvez Bartebly seja um exemplo hiperbólico do que Barthes chamou de “socialismo das distâncias”. Ao não escolher, o personagem de Melville afirma o seu lugar, causando um colapso sutil no mundo ao seu redor. Manter, então, certa distância do mundo seria uma forma de construir uma identidade legítima, afirmar um pouco de indiferença ao fluxo informacional contemporâneo ou, finalmente, resistir para libertar‐se.

corpo, música, Sem categoria

i’m not a dancing person.

Apesar de não ter o talento para perfomances em pistas de danças, sou fascinado por coreografias, free-style e improvisação com o corpo. Segue uma lista com 10 clipes que envolvem dança.

1_ Robyn, Call Your Girlfriend
Nesse vídeo, a Robyn pela primeira vez ganha no amor e resolve comemorar dançando e cantando num galpão vazio

2_ Feist, My Moon My Man
Entediada pelo atraso dos vôos e com o coração partido, Feist faz uma perfomance no aeroporto

3_ Madonna, Vogue
Vinte anos depois, ainda ganha fácil seu lugar de destaque nessa lista.

4_ She & Him, Why do you let me stay here?
Um assaltante de banco leva, junto com o dinheiro, o coração da atendente do caixa.

5_ MC Hammer, U Can’t Touch This
Esse vídeo faz qualquer um querer comprar uma calça aladin e sair assim pelas ruas. Uma prova para a coordenação motora.

6_ Beyoncé, Single Ladies
Hour concours

7_ Shakira, Lo Hecho Esta Hecho
Shakira mistura as artes da dança e do amor em um hotel perto da rodoviária

8_ Pizzicato Five
Dança minimalista com disciplina japonesa

9_ Björk
Clipe-cena de musical

br>

10_ Alanis Morissette
O melhor da dança ao longo dos tempos. O vídeo infelizmente não pode ser incorporado, mas há um link na imagem abaixo.

screen-shot-2011-07-10-at-102218-am

cor, corpo, imagem

não tem cimento.

p03-12-10_20-562

p18-05-10_18-201
p03-12-10_20-57

n2
Cuidado é frágil meu bem meu coração
É só de carne não tem cimento não
É só de carne cuidado meu bem é frágil
Não tem cimento dentro do meu coração

(Que Fragilidade, Pato Fu)

cor, corpo, identidade

we all are future superstars, if not now.

Para quem pensa que Lady Gaga foi a primeira a usar roupas impensáveis combinadas com atitudes bizarras, se engana. Nos anos 90, em Nova Iorque, os club kids, como eles foram/se chamavam, iniciaram (?) uma cena noturna de diversão descompromissada que fascina muitos até outro. Se Andy Wahrol, nos anos 60, profetizou que no futuro cada um teria seus 15 minutos de fama, parece que esse deslumbre se concretiza nos clubbers. Não que sejam mundialmente famosos, mas talvez famosos numa festa, ou famoso por uma noite. O vídeo abaixo é de um talk-show realizado na época com os integrantes da cena: pessoas absolutamente comuns, rapazes do interior dos Estados Unidos, talvez que não preenchessem os requistos para participar da vida ordinária mainstream, mas fizeram o underground chamar a atenção. Logo no começo um dos entrevistados fala, “We all are future superstars, if not now”. Todos queremos um lugar de destaque, mesmo que não seja agora.

corpo

365 dias de desapego.

ishop

Um dos blogs mais interessantes de moda que eu já vi é o Um ano sem Zara. A blogueira faz de um empenho anti-consumo irracional uma meta pessoal, sem ser moralista e ainda assim, fashionable,

Tudo começou num belo dia de chuva em São Paulo. A merda vinha se alastrando de uma maneira sem precedentes: eu, prestes a ser despejada, sem um tostão no banco (aliás, azul é uma cor que não dá o ar da graça na minha conta há uns 2 anos) e uns 5 (talvez uns 10) quilinhos mais forte (forte?) do que a minha auto-estima gostaria.

(…)

Então é hora de mudar de vida.

Está na hora de uma mocinha de 27 anos começar a investir em coisas mais importantes do que roupas (isso é questionável, mas tudo bem). Chega de dívidas parceladas no cartão de crédito! Matem a Becky Bloom que existe dentro de vocês! Viva as pessoas que tem caderneta de poupança!

Então tá. Combinado não sai caro, e, no meu caso, nem pode porque eu não tenho nem um tostão. Hoje começa o “Um ano sem Zara”: um aninho sem comprar nadinha. Zara, obviamente, é uma metonímia (alô, gramática-ca-ca-ca) para representar toda e qualquer loja de vestimenta.

Via Camilla Costa
imagem da artista Barbara Kruger, via Gramatologia