— turquoise!

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March, 2011 Monthly archive

daqui

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João Marcelo Emediato decidiu que ele queria guardar lembranças das pessoas. Mas as lembranças, memórias apenas, não bastavam. Começou então a tirar fotos, sabendo dessas relações efêmeras e fluídas que precisam de um registro mais concreto. A fotografia é usada para sua melhor serventia: lembrar. E junto com as fotos, ele recria situações sui generis, ou mesmo banais, irônicas como caricaturas, relembrando e recriando. Lembranças que podem ser conferidas como fatos visuais e registrados, e nem por isso são deixam de ser invenções ou fantasias.

Mais aqui.

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Coisa com coisa é uma revista virtual, lançada na semana passada, feita de colaborações de pessoas envolvidas com design, artes, literatura. A primeira edição está no ar agora, visitem!

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Achei uns slides, perdidos nos fundos de armário:

fosforosok

lampadaok tenis

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Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
e é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.

(…)

E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.

(ler mais)

Assim como Saramago, e seu carismático Salomão, Drummond cria um bicho literário ao qual se torna fácil apegar-se. E fica inesquecível na interpretação de Paulo Autran.


da coleção secreta de Camilla Costa

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“O trabalho de Thais Helt é bastante maduro e expressivo. Coloca-se no âmbito de uma certa abstração informal semelhante à americana, sob o nume tutelar dos grandes espaços e formas líricas de uma Helen Frankenthaler. Suas manchas são mais flours que os registros de um gesto, e o todo é essencialmente litográfico; nem a aquarela permitiria os mesmos resultados tão translúcidos e chapados”. Olívio Tavares de Araújo, daqui.

A imagem e a frase é de um dos estudos (que acabou sendo descartado no projeto final) do catálogo da exposição Ofício Gravura da artista Thaïs Helt, no qual eu tive a oportunidade de trabalhar como designer.

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Não lembro onde encontrei essa imagem. Se alguém souber de onde é, por favor, me informe.

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Encontro muitas cartas na rua. Não acontece todos os dias, obviamente, mas frequentemente. De repente eu páro para atravessar uma rua e ela está lá, no asfalto, jogada. No começo eu não ligava muito, talvez nem percebesse. Depois, foi acontecendo tanto que comecei a coletar os achados. Ainda assim, pensei que era uma banalidade.

No entanto, comentei com amigos e eles não acharam banal. Nenhum dos meus consultados tinha, jamais, achado uma carta na rua. Então resolvi procurar um significado, no google, para “achar cartas na rua”. Nada muito satisfatório, apenas um significado de sonho:

Baralho de cartas: Jogar: revelação inesperada. Sonhar com um baralho de cartas, indica que pode tentar a sua sorte a um jogo.

Resolvi, então, procurar o significado das cartas em si. Acontece que, pelo menos das que eu guardei, há duas cartas curinga. Sobrando apenas um rei de espadas, cujo significado é, entre outras coisas:

Esta carta relembra-o que neste momento a dedução lógica, raciocínio e intelecto é de extrema importância na sua vida, e que com estas características poderá levar a cabo os seus objectivos e ainda convencendo e estimulando todos em seu redor.

Nada demais, ainda mais que não lembro a época que eu achei a carta e não tive uma base de dado comparativa da superstição com a realidade do momento em que encontrei.

As cartas curinga, aparentemente, não tem significado.

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Um dos blogs mais interessantes de moda que eu já vi é o Um ano sem Zara. A blogueira faz de um empenho anti-consumo irracional uma meta pessoal, sem ser moralista e ainda assim, fashionable,

Tudo começou num belo dia de chuva em São Paulo. A merda vinha se alastrando de uma maneira sem precedentes: eu, prestes a ser despejada, sem um tostão no banco (aliás, azul é uma cor que não dá o ar da graça na minha conta há uns 2 anos) e uns 5 (talvez uns 10) quilinhos mais forte (forte?) do que a minha auto-estima gostaria.

(…)

Então é hora de mudar de vida.

Está na hora de uma mocinha de 27 anos começar a investir em coisas mais importantes do que roupas (isso é questionável, mas tudo bem). Chega de dívidas parceladas no cartão de crédito! Matem a Becky Bloom que existe dentro de vocês! Viva as pessoas que tem caderneta de poupança!

Então tá. Combinado não sai caro, e, no meu caso, nem pode porque eu não tenho nem um tostão. Hoje começa o “Um ano sem Zara”: um aninho sem comprar nadinha. Zara, obviamente, é uma metonímia (alô, gramática-ca-ca-ca) para representar toda e qualquer loja de vestimenta.

Via Camilla Costa
imagem da artista Barbara Kruger, via Gramatologia

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encontrado aqui.

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